Love? what is love?
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Ain't it fun?
Living in the real world
Ain't it good?
Being all alone
-Paramore

Nunca pedi para ser do jeito que sou. Nunca quis que minha vida fosse assim. Mas suponho que não há motivo para se queixar. Para quem é que eu vou me queixar?
Charles Bukowski. (via entocado)
Você é capaz de reverter a situação quando percebe que o mesmo motivo que te derrubou pode ser a razão para continuar.
Elisa Bartlett.  (via oxigenio-dapalavra)
Onde a muito sol já se teve muitas tempestades. Assim é nosso coração e nossa vida.
— sen-tido (via bau-das-palavras)
Tenho manias que eu nem percebo que tenho!
— sen-tido (via bau-das-palavras)
Solidão e eu
não combinam
em hipótese alguma
de jeito maneira
nasci pra amar
mesmo que breve
mesmo que doa.
br.   (via entocado)

O problema é que eu não sou do tipo de pessoa que ouve e logo depois esquece.

Os corações frouxos têm destas energias súbitas, e é próprio da pusilanimidade iludir-se a si mesmo.
Machado de Assis. (via oxigenio-dapalavra)
Você vê as coisas. Você guarda silêncio sobre elas. E você compreende.
As vantagens de ser invisível.    (via nobroke)
Eu me matarei amanhã, mas quem se importa? Já vivi o suficiente para conhecer o mundo, morrerei antes que seja capaz de viver a vida, eu morrerei sim, o que matarei amanhã são certezas sobre algo que não mais existe. Não será suicídio, eu não enrolarei uma corda no pescoço para que isso aconteça. Eu morrerei por nada, por não ter nada, por não ser nada, por não sonhar com nada. A juventude está solta correndo o mundo com seus desejos ensandecidos, procurando o melhor artifício para que não lembrem da noite anterior, e eu onde estou? Estou mais uma vez deitando em minha cama que prefiro chamar de caixão, me cobrindo com o lençol da morte, esperando com esperança que o sol não seja outra vez contemplado por meus olhos. Eu me matarei para que a dor morra junto comigo, para que ela veja que existe em mim grandeza maior que a intensidade com a qual ela me destrói. Eu morrerei amanhã, matarei minha alma que há muito tempo está em pedaços, tudo o que há nela morrerá comigo. Eu me tornarei livre para uma nova alma, uma alma sem dor, uma alma bem mais forte do que a que tenho agora, cheia de cicatrizes, mas pronta pra enfrentar a vida outra vez.
Destroços de uma vida acabada, Otávio L. Azevedo. (via oxigenio-dapalavra)
Essas ruas cheias
De almas vazias
Vidas ocupadas
Querendo liberdade
No fundo eu sei que elas sabem que não estão sendo nada além de escravas.
Tired from a long hard week.  (via bau-das-palavras)
Eu não sou mais como antes. Eu mudei. O traço ficou mais rude, mais tosco e o cenário mais real, menos imaginário. Levei um choque de desesperança, mortifiquei os poros no ato da escrita, maltratei a chicotadas os sentimentos mais puros da minha estratosfera. A tinta está mais espessa, misturo nela a terra que se acumulou nos meus sapatos durante a caminhada. Rastros empilhados em pinceladas firmes e concentradas buscando a silhueta perfeita da mulher de seios errantes e face desintegrada. No fundo o horizonte do mar se desdobra indicando a rota para o infinito. Nas mãos, rosas despetaladas cobertas de sangue, um contraste catastrófico e fascinante. Os olhos vermelhos entupidos de álcool sobre a tela inquietos e desesperados choram o mundo desencantado e dilacerado. As pupilas estéreis dilatam as veias do coração. E não me resta nada, o que restou se explodiu, se foi, fui derrotada pela dor que se calou por um segundo. A respiração para e o pensamento esvaece. Mergulho na minha própria obra, dou um giro na tentativa de sumir. Depois de tempos fico sabendo que encontraram a minha alma presa naquela tela recostada na parede daquele quarto. Até hoje não sei se morri ou renasci. Eu só sei que eu não voltei mais ali.
Elisa Bartlett. (via oxigenio-dapalavra)
Olho-me no espelho, nos olhos, profundamente, como se eu pudesse ver através deles. Não falo de sua anatomia, mas de algo a mais. Desconcerto-me, chego ao ponto da loucura. O que há? Um “eu” que arrepia, impiedoso. Serão mesmo a porta da alma? É um mistério que revela, que conversa no silêncio. Não, os olhos não são a porta da alma, pois os cegos também a possuem, sim? E o que há, então? Diga-me, retinas, íris. Ouvi dizer que olhar-se nos olhos pelo menos dez segundos diários pode mudar o rumo da sua vida, mas é o tempo suficiente para o desespero.
Undícola. (via oxigenio-dapalavra)